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quarta-feira, 10 de maio de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

LIBERTINAGEM

Réu primário, um discurso provavelmente religioso.
Os dez mandamentos, cultos, missas e outros bichos.
Já os observei. São os blá, blá, blá da vida.
A anarquia dos idiotas, não passa de uma mumificação de alguns sacerdotes, que pregam a seriedade, mas carregam no bolso um circo repleto de cobra voadoras.
Nos púlpitos são semideuses, que apontam para o céu e nos dão o inferno como ser fora o cálice da santa ceia. Perdoem-me a expressão; "BANDIDOS".
Esses filhos de Belzebu, não sabem nada, essa burguesia eclesiástica, que a noite nos assassinam pela as costas, e pela manhã toma sorvete na praça, passeiam com o cachorro, e dormem com os Anjos de plástico.
Peço-vos, não falem sobre eles.
Prefiro dá-lhes minha receita de chá, para combater a Gastrite Aguda. 
Se é que vocês me entendem.




CRÔNICA ESPORTIVA


FILOSOFIA DA BOLA

Todos que com sede bebem um copo d'água, e leem um poema de Clarice Lispector, com certeza também buscam na Crônica CHUTANDO A BOLA!, uma palavra carinhosa sobre o futebol ibirajubense. E eu, vos digo: Em 6 ou 7 linhas frenéticas, assim como o pão nosso de cada dia, que às nossas padarias botam em nosso café da manhã, nós não só reinventamos o futebol ibirajubense, mas demos a ele uma comunhão quase religiosa com o torcedor.
Me perdoem a falta de modéstia....quis Deus, que 2 ou 3 gatos pingados...ressuscitasse o nosso estádio Severiano Gomes. E hoje o campo municipal, está na maior alegria deste mundo. Ah! Quem me dera, pudesse eu, apanhar às cinzas, das glórias passadas de nossos atletas que já tombaram no tempo e foram silenciados, em seu último gol. Vos digo: Haverá um tempo, em que a população de nosso município, de tão  apaixonada pelo o nosso futebol, dormirá sobre às águas do açude! Cada gol, que os nossos artilheiros fazem, é grama fresca para o estádio Severiano Gomes. Os meninos de hoje, que estudam no Manoel Moreira da Costa, de maneira didática, leram poemas para os jogadores de Ibirajuba, e esses anônimos intelectuais, escreverão às páginas sagradas do nosso futebol. Clemildo Galdino, ontem me informou que o Senhor Severiano Gomes  (Que dá nome ao nosso Estádio de Futebol), também tinha uma bandinha de Pífanos. Ou seja, foi em vida um semideus. Agora para encerrar essa Crônica, vos digo: "Não existe glória maior para nós ibirajubenses, do que, às  tardes de sábados e domingos, quando à bola nos chama de vira-latas, e nós berramos,  suamos sangue, imóveis aos pés, de 11 jogadores, que nos dão, o céu e o inferno. E nós fazemos daquele momento único, como se tudo aquilo, fosse a água da vida, que mata a nossa Sede de Bola.


terça-feira, 9 de maio de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

A crônica do meu sentimento

Os pardais fazendo algazarra na igreja Matriz...O tempo não era tão inquieto! Na praça, jogos de bolinha de gude...depois, um bom refresco e pão em dona Maria de Zé Izidoro. Não se usava tantos remédios e agulhas, nem quase se ia ao médico. Quantas Canoas, o carrossel, a roda-gigante e aquela gente humilde. Era a festa de Santo Isidro... que começava, lá em Seu Zé Juvino, que temperada tão  saborosa. Depois da  missa, a Banda de Pífanos de Severinho (Severiano Gomes) desfilava nas ruas. Nas calçadas, mulheres bem vestidas... os homens exageravam no Hollywood ou no Arizona (Marcas de Cigarro). Havia respeito nos bares e botecos. Os valentões,  derramavam suas mágoas no Bar de Seu França. Como era bom, comer um peixe ou um cachorro-quente no Recanto Bar de Onofre. Quase não se tinha, notícias de mortes ou assassinatos. No domingo aqueles que tinham mais dinheiro, passeavam de bicicleta alugada a Seu Zé de Severinho. "Não gasta muito menino"! - falava a mãe - a noite vamos para o circo. Uma vez, acertei num picolé premiado.
Fui o ser mais feliz do mundo na minha Ibirajuba de outrora.
Se é que vocês me entendem.