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quinta-feira, 25 de maio de 2023

CRÔNICA ESPORTIVA

ZERO A ZERO
O árbitro aponta para o meio do campo, fim de jogo.
Meu Deus! Zero a zero; 90 minutos (mais os acréscimos do árbitro) de bola rolando e ninguém mexeu no placar. Uma partida de futebol que termina sem gols, no mínimo chega a ser uma tragédia, e deviria haver uma punição rígida para os 22 infratores (jogadores). 10% a menos no salário ou coisa desse tipo.
Quando não se têm gols, a torcida sente-se num purgatório, na anti-sala do inferno. Zero a zero, é frustrante, melancólico, uma obturação de dentes a ponto cru. O grito de gol, volta para casa correndo na veias, podendo nos levar a um infarto fulminante.
Sei lá! Mas acho que o zero a zero, tinha que ser banido do futebol, se não saísse gols durante o tempo regulamentar da partida, o padre e o sacristão, os pastores, budistas, espíritas e ateístas seriam responsáveis por cobranças de pênaltis, até que houvesse um vencedor. O gol é sagrado, e quando não acontece, há uma profanação explícita que o maldito zero a zero fizera, diante daqueles inocentes olhos, que quase pulam da cara, na esperança de verem às redes balançarem.


quarta-feira, 24 de maio de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

NO FUTURO

1, 2, 3 gatos... mais 5... não mais 10 gatos, perdi às contas.
Estou sentado em frente de casa, na Rua 26 de Março no Mutirão. O ano? 2070? Não importa, sou um velho que conta gatos, cochila na cadeira, e os mais afortunados, negam-me um bom dia, uma boa noite. 
Alguém diz: "O leiteiro ficou velho"; o pãozeiro passa apressado, outrora falamos de pães e bolachas e também jogamos resto de trigo para os peixes do açude. 
Hoje, os pardais das calçadas, se assombram mais comigo do que com os próprios gatos.
Sou um velho, esquecido dos homens, e amigo dos gatos da Rua 26 de Março no Mutirão. 


CRÔNICA ESPORTIVA


MONÓLOGO
Eis que minha Crônica Esportiva CHUTANDO A BOLA, saiu pelas ruas solitárias e sem chuteiras, parecia mais um drible de Mané Garrincha no Maracanã, num domingo à tarde com o estádio vazio. Tipo: uma voz que clama no deserto, um João Batista moderno, ou coisa assim. sei lá! Falei da Trindade esportiva de Ibirajuba (Clemildo Galdino, Mário Santos e Duda Sobral), no templo sagrado do futebol (Estádio Severiano Gomes), fiz petições, reclamei por gols. Amantes do futebol, olhem para os botecos, para às esquinas e cavernas, todos uivam, berram e dão cambalhotas, clamando pelo o futebol nas tardes de domingo. O próprio Mário Santos, escreveu 600 crônicas "CHUTANDO A BOLA!" só para louvar e exaltar o nosso futebol. Antes que Cabral chegasse em nossa terra tupiniquim, já  existiam profecias, aclamando o estádio Severiano Gomes. Vós ibirajubenses, dai glória, aos homens e às  mulheres que deixaram suas casas e foram escrever às Escrituras sagradas do nosso futebol, nas margens do açude. Bendito eles serão  para todo o sempre!!! E vos digo: Nós ibirajubenses, temos mais de meio século de vocação e intimidade com a bola e a Crônica CHUTANDO A BOLA! (Um monólogo) de Mário Santos,  deu vida ao nosso futebol. É uma pena que um dia quando Mário Santos morrer, tenhamos a sensação, que às multidões de Ibirajuba, se sintam  abandonadas, e sem uma luz. Na Crônica de Mário Santos, havia uma opinião decisiva, e andávamos de cabeça erguida. E todos eram reverenciados na primeira página dos jornais e revistas, das sombras dos eucaliptos.