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sexta-feira, 26 de maio de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS.

ESSÊNCIA
Há 20, 30 anos atrás, o futebol, tinha a essência do Bocage dentro e fora de campo. A malandragem, o juiz gatuno, e o torcedor que xingava até os deuses da grama verde. Eram personagens que davam um brilho paterno ao nosso futebol. O futebol no domingo, tinha o voto de aprovação até de Pero Vaz de Caminha. Se não fossem essas coisas, vinda do extra campo. Os chupadores de laranja, nunca teriam sido testemunhas das vírgulas e reticências catalogadas da pelada ao Pelé, e vos digo amigos, a apoteose futebolística, clama pela malandragem dos meninos que chegam no Estádio Severiano Gomes. Os centroavantes extraíam a a bola do adversário como se ela fosse um dente da boda de um vira-latas. O juiz ladrão era ovacionado pelo o time vencedor. Hoje, a modernidade têm um efeito como se fosse um bomba e em muita das vezes, em jogos com o placar de zero a zero o almirante desejou ser um grilo, ou um om Juan, ou um bêbado. Mas que nunca, tomemos um copo d'água, sem antes se fazer uma retrospectiva dos gols válidos na história de um clube, gols de mãos, gols de impedimentos. Esse era o tempero da farra da bola. Os ganhadores se achavam felizes por Deus, já os perdedores, se sentavam no chão, sentindo-se roubados. Essa é a essência do futebol, viver e sobreviver, do 8 aos 80, do preto no branco, ou vice-versa. A arte em forma de malandragem que dá cambalhotas na tecnologia satânica, do tudo certinho no futebol, um assassinato na fórmula da magia do esporte mais importante do homem primitivo. Até a chegada do tal do VAR.


 

quinta-feira, 25 de maio de 2023

CRÔNICA ESPORTIVA

ZERO A ZERO
O árbitro aponta para o meio do campo, fim de jogo.
Meu Deus! Zero a zero; 90 minutos (mais os acréscimos do árbitro) de bola rolando e ninguém mexeu no placar. Uma partida de futebol que termina sem gols, no mínimo chega a ser uma tragédia, e deviria haver uma punição rígida para os 22 infratores (jogadores). 10% a menos no salário ou coisa desse tipo.
Quando não se têm gols, a torcida sente-se num purgatório, na anti-sala do inferno. Zero a zero, é frustrante, melancólico, uma obturação de dentes a ponto cru. O grito de gol, volta para casa correndo na veias, podendo nos levar a um infarto fulminante.
Sei lá! Mas acho que o zero a zero, tinha que ser banido do futebol, se não saísse gols durante o tempo regulamentar da partida, o padre e o sacristão, os pastores, budistas, espíritas e ateístas seriam responsáveis por cobranças de pênaltis, até que houvesse um vencedor. O gol é sagrado, e quando não acontece, há uma profanação explícita que o maldito zero a zero fizera, diante daqueles inocentes olhos, que quase pulam da cara, na esperança de verem às redes balançarem.


quarta-feira, 24 de maio de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

NO FUTURO

1, 2, 3 gatos... mais 5... não mais 10 gatos, perdi às contas.
Estou sentado em frente de casa, na Rua 26 de Março no Mutirão. O ano? 2070? Não importa, sou um velho que conta gatos, cochila na cadeira, e os mais afortunados, negam-me um bom dia, uma boa noite. 
Alguém diz: "O leiteiro ficou velho"; o pãozeiro passa apressado, outrora falamos de pães e bolachas e também jogamos resto de trigo para os peixes do açude. 
Hoje, os pardais das calçadas, se assombram mais comigo do que com os próprios gatos.
Sou um velho, esquecido dos homens, e amigo dos gatos da Rua 26 de Março no Mutirão.