Há 20, 30 anos atrás, o futebol, tinha a essência do Bocage dentro e fora de campo. A malandragem, o juiz gatuno, e o torcedor que xingava até os deuses da grama verde. Eram personagens que davam um brilho paterno ao nosso futebol. O futebol no domingo, tinha o voto de aprovação até de Pero Vaz de Caminha. Se não fossem essas coisas, vinda do extra campo. Os chupadores de laranja, nunca teriam sido testemunhas das vírgulas e reticências catalogadas da pelada ao Pelé, e vos digo amigos, a apoteose futebolística, clama pela malandragem dos meninos que chegam no Estádio Severiano Gomes. Os centroavantes extraíam a a bola do adversário como se ela fosse um dente da boda de um vira-latas. O juiz ladrão era ovacionado pelo o time vencedor. Hoje, a modernidade têm um efeito como se fosse um bomba e em muita das vezes, em jogos com o placar de zero a zero o almirante desejou ser um grilo, ou um om Juan, ou um bêbado. Mas que nunca, tomemos um copo d'água, sem antes se fazer uma retrospectiva dos gols válidos na história de um clube, gols de mãos, gols de impedimentos. Esse era o tempero da farra da bola. Os ganhadores se achavam felizes por Deus, já os perdedores, se sentavam no chão, sentindo-se roubados. Essa é a essência do futebol, viver e sobreviver, do 8 aos 80, do preto no branco, ou vice-versa. A arte em forma de malandragem que dá cambalhotas na tecnologia satânica, do tudo certinho no futebol, um assassinato na fórmula da magia do esporte mais importante do homem primitivo. Até a chegada do tal do VAR.
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sexta-feira, 26 de maio de 2023
quinta-feira, 25 de maio de 2023
CRÔNICA ESPORTIVA
O árbitro aponta para o meio do campo, fim de jogo.
Meu Deus! Zero a zero; 90 minutos (mais os acréscimos do árbitro) de bola rolando e ninguém mexeu no placar. Uma partida de futebol que termina sem gols, no mínimo chega a ser uma tragédia, e deviria haver uma punição rígida para os 22 infratores (jogadores). 10% a menos no salário ou coisa desse tipo.
Quando não se têm gols, a torcida sente-se num purgatório, na anti-sala do inferno. Zero a zero, é frustrante, melancólico, uma obturação de dentes a ponto cru. O grito de gol, volta para casa correndo na veias, podendo nos levar a um infarto fulminante.
Sei lá! Mas acho que o zero a zero, tinha que ser banido do futebol, se não saísse gols durante o tempo regulamentar da partida, o padre e o sacristão, os pastores, budistas, espíritas e ateístas seriam responsáveis por cobranças de pênaltis, até que houvesse um vencedor. O gol é sagrado, e quando não acontece, há uma profanação explícita que o maldito zero a zero fizera, diante daqueles inocentes olhos, que quase pulam da cara, na esperança de verem às redes balançarem.
quarta-feira, 24 de maio de 2023
CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS
1, 2, 3 gatos... mais 5... não mais 10 gatos, perdi às contas.
Estou sentado em frente de casa, na Rua 26 de Março no Mutirão. O ano? 2070? Não importa, sou um velho que conta gatos, cochila na cadeira, e os mais afortunados, negam-me um bom dia, uma boa noite.
Alguém diz: "O leiteiro ficou velho"; o pãozeiro passa apressado, outrora falamos de pães e bolachas e também jogamos resto de trigo para os peixes do açude.
Hoje, os pardais das calçadas, se assombram mais comigo do que com os próprios gatos.
Sou um velho, esquecido dos homens, e amigo dos gatos da Rua 26 de Março no Mutirão.
CRÔNICA ESPORTIVA
Eis que minha Crônica Esportiva CHUTANDO A BOLA, saiu pelas ruas solitárias e sem chuteiras, parecia mais
um drible de Mané Garrincha no Maracanã, num domingo à tarde com o estádio
vazio. Tipo: uma voz que clama no deserto, um João Batista moderno, ou coisa
assim. sei lá! Falei da Trindade esportiva de Ibirajuba (Clemildo Galdino,
Mário Santos e Duda Sobral), no templo sagrado do futebol (Estádio Severiano
Gomes), fiz petições, reclamei por gols. Amantes do futebol, olhem para os
botecos, para às esquinas e cavernas, todos uivam, berram e dão cambalhotas, clamando
pelo o futebol nas tardes de domingo. O próprio Mário Santos, escreveu 600
crônicas "CHUTANDO A BOLA!" só para louvar e exaltar o nosso futebol.
Antes que Cabral chegasse em nossa terra tupiniquim, já existiam profecias, aclamando o estádio
Severiano Gomes. Vós ibirajubenses, dai glória, aos homens e às mulheres que deixaram suas casas e foram
escrever às Escrituras sagradas do nosso futebol, nas margens do açude. Bendito
eles serão para todo o sempre!!! E vos
digo: Nós ibirajubenses, temos mais de meio século de vocação e intimidade com
a bola e a Crônica CHUTANDO A BOLA! (Um monólogo) de Mário Santos, deu vida ao nosso futebol. É uma pena que um dia
quando Mário Santos morrer, tenhamos a sensação, que às multidões de Ibirajuba,
se sintam abandonadas, e sem uma luz. Na
Crônica de Mário Santos, havia uma opinião decisiva, e andávamos de cabeça
erguida. E todos eram reverenciados na primeira página dos jornais e revistas,
das sombras dos eucaliptos.
terça-feira, 23 de maio de 2023
GOVERNO LANÇA CANAL DE DENUNCIAS SOBRE PREÇO ABUSIVO DE COMBUSTÍVEL.
A secretária Nacional do Consumidor (Senacom), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, lançou nesta segunda-feira (22/5) um canal de denúncias específico para cobrança de preços abusivos nos postos de combustíveis. Os consumidores poderão registrar reclamações em um formulário online, que já está disponível.
A Iniciativa é mais um desdobramento das ações para tentar fazer valer a decisão da Petrobrás, que reduziu nesta semana o preço dos combustíveis vendidos às distribuidoras. A redução foi de R$ 0,44 por litro do preço médio do diesel, que caiu de R$ 3,18 para R$ 2,78.
Apesar disso, consumidores de diversas partes do país reclamaram que as reduções nos valores não foram repassadas e, em alguns, casos, o preço até subiu para em seguida voltar ao patamar anterior, como forma de fraudar uma redução.
Para verificar se os postos de abastecimento estão repassando de forma adequada as variações de preço ao consumidor final e se estão cumprindo as normas e regulamentações vigentes, a Senacom coordenará, na próxima quarta-feira (24/5), o Mutirão do Preço Justo, em todo o Brasil.
Com o apoio dos PROCONS, será feito o monitoramento da precificação dos combustíveis nas cidades brasileiras, com envio para a Senecon do maior e do menos valor encontrado nos estabelecimentos. O relatório com os dados será apresentado ao público no dia 30 de maio.
CRÔNICA ESPORTIVA
CHUTEIRAS VIVAS
Bem antes do início do jogo, e eis que está lá, às chuteiras calçando à todos. Do craque ao Perna-de-pau. Objeto sem vida que dá vida ao espetáculo esportivo o futebol. Fico imaginando às discussões suicidas e homicidas entre elas (as chuteiras). Umas acusadas de assassinarem canelas, matarem sonhos, usurparem tronos e títulos; outras em glória, no brilho dos olhos do artilheiro, no gol da vitória, no êxtase da conquista. Sejamos unânimes, e admitamos, são as chuteiras que conhecem os caminhos da batalha, da honra, do sangue, do suor, que morrem e ressuscitam no anonimato no silêncio. E sempre que são convocados pelo os guerreiros (jogadores) estão ali, prontas para mais um duelo. Onde irão viver e escrever mais uma vez, às páginas da história esportiva. Às gerações futuras dirão um dia das "Chuteiras Vivas". Elas foram às canetas que escreveram os arquivos do nosso futebol.
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