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sexta-feira, 7 de julho de 2023

POPULAR FOI BRUTALMENTE ASSASSINADO A GOLPES DE FACA EM IBIRAJUBA.

VÍTIMA
O crime aconteceu na tarde desta quinta-feira (6/7) na loteamento minha casa minha vida, na cidade de Ibirajuba agreste de pernambuco.

A Vítima o pedreiro Jailson Barbosa dos Santos, de 39 anos conhecido por Jai, ele foi assassinado pelo vizinho identificado apenas por Adeilson. 

Segundo as informações, o criminoso invadiu a propriedade da vítima que não gostou da invasão e foi conversar com ele numa boa, para que isso não voltasse a acontecer. O assassino não gostou da conversa e sacou de uma faca que estava em sua cintura e golpeou a vítima que tentou correr, mais tropeçou em uma cerca de arame farpado, nisso o agressor se aproveitou e esfaqueou a vítima várias vezes causando sua morte. Após ceifar a vítima do seu vizinho o criminoso se evadiu tomando rumo ignorado. A polícia pede que quem souber do paradeiro do mesmo entrar em contato pelo telefone 190.

Jai que era bastante conhecido na cidade de ibirajuba, deixou três filhos menores. O seu corpo foi encaminhado para o IML de Caruaru.

quarta-feira, 5 de julho de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS


PÁGINAS DA MINHA VIDA

Desde o dia em que  nasci, eu tenho um punhal enfiado no meu peito. É uma saudade, que nem o Pavão misterioso e nem o mais ilustre dos cometas, arranca tamanha dor do meu peito. 
Caminho pela a calçada, às pessoas da outra calçada são felizes. 
Os meus livros antigos, trazem- me algum prazer, às letras fazem-me companhia.
Nos dias de maior saudade, sairei caminhando pela às estradas do sítio gavião. Molharei os pés no riacho, e darei bom dia a todas às pessoas que eu encontrar. Às borboletas, não sabem os nomes das pessoas que eu amava e já  morreram, a morte é uma semente da saudade, todos morrem!
Que horas são? Não me digam. O tempo já passou, às flores do Mussambê, agora perfumam o silêncio da casa abandonada. Só restou, os desenhos feitos com lápis  na parede, capas de discos antigos e uma vida. 
Minha vida.
Se é que vocês me entendem.

CRÔNICA ESPORTIVA


TÁ NA BOCA DA TORCIDA

Isso é inédito, o Escrete do Povo foi santificado aqui em nossa terra e também no céu.  E eu explico: Na feira livre do Mutirão, meia dúzia de bêbados declararam..."A nossa equipe esportiva tupiniquim, se um dia foi um vira- latas...hoje é Santa."  Taí, a ressurreição dos Santos de Casa. Do Alto de São Francisco, aos botecos dos sítios, todos berram:  O Escrete do Povo é o  pão nosso de cada dia. Agora vos pergunto: Há em toda Ibirajuba, alguma coisa mais santificada do que o Escrete do Povo?. Perguntai também ao padre e ao sacristão!. É assim, não há reconhecimento melhor do que, o reconhecimento da Boca do Povo. Amigos, ao torcedor que beatificou o Escrete do Povo, tudo! Os antagônicos de Mário Santos, mesmo aqueles que usam sua posição de centauro, que sejam elevados a lambedor de rapadura. Duda Sobral e Clemildo Galdino, com toda certeza terão glórias eternas, na terra e  no céu. O estádio Severiano Gomes, com sua grama fresca agora alimenta ovelhas e patos. Seria a predestinação do nosso futebol, dá às bênçãos, das escrituras sagradas do nosso futebol, ao Escrete do Povo? Creio que sim!. Geno foi o maior jogador do nosso município e ninguém contesta.  Pois bem, todo ibirajubense, que um dia já teve a cabeça molhada com o sereno  de nossa querida cidade, também geme e grita: O Escrete do Povo nunca foi, e nunca será um cão sem dono!


terça-feira, 4 de julho de 2023

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS

VOLTANDO PRA CASA

Muito melhor que beber um copo d'água quando se está com muita sede, é puder voltar pra casa. 
No caminho da volta, parar nas sombras da Jurema Preta, passar na bodega do vendedor que ainda hoje vende fiado. 
Quanta felicidade!
Conversar com os passarinhos, comer bolacha seca e tomar um bom café, depois um cigarro de palha para tirar a ansiedade.
Quando chegar em casa, quero sentar juntinho ao fogão de lenha, aliás, não se pode sentir a vontade de está em casa, sem que o fogo de lenha não esteja aceso.
Meu Deus! como eu sofri longe de casa. Sentir saudade do meu engraxate, e dos meus sapatos também, que pena, que minha mãe não está mais lá, meu pai agora distante.
Tudo dói muito, assim que eu chegar em casa, irei procurar o caderno das minhas anotações, quero saber, quando tempo faz que eu comprei meu realejo Pátria Formosa" e as datas das festinhas da escola.
Voltei para minha, tô em casa. Oxalá, eu só saio daqui, vencido pela força da morte.
Se é que vocês me entendem.


quarta-feira, 28 de junho de 2023

VEÍCULO TOMADO DE ASSALTO NA ZONA RURAL DE IBIRAJUBA

O crime aconteceu na manhã desta quarta-feira (28/6) num estrada vicinal no sítio Gavião zona rural da cidade de Ibirajuba/PE.

Segundo as informações, a vítima trafegavam no local quando foram abordados por quatro elementos armados de espingarda de grosso calibre e pistolas anunciaram o assalto e subtraíram um veículo Hilux placa KGK-8D42 cor prata.

Os ocupantes do veículo foram levados com reféns e liberados posteriormente numa área rural no município de Altinho. 

A polícia civil está investigando o caso. 

CRÔNICA DE MÁRIO SANTOS


DESEJOS E SAUDADES

Desejo às vezes voltar aquela casa, onde nasci. Correr no terreiro grande, depois entrar para dentro, e tomar uma água com um pedaço de rapadura. Antes do almoço sair para pescar, tomar um banho no poço, encher a boca com a água e depois jogar para cima.
A casa era grande, o bigode do meu pai também era grande, havia respeito. 
Quando chovia, corríamos nas estradas, que coisa tão singela, que simplicidade. 
O cavalo de pau, passava a noite inteira no quarto, juntinho da cama. 
No pé de goiabeira que ficava por trás de casa, os passarinhos cantando e se alimentando das frutas. O vem-vem, dava seu recado, mas por fim, não vinha ninguém.
Mas que coisa boa quando pãozeiro passava, o pãozinho com leite e café bem quentinho.
No domingo, às pessoas iam à igreja, o pão e o vinho era mais puro, tudo era abençoado, até quando um passarinho morria, havia sentimento de tristeza.
Na hora das refeições, todos oravam, havia gratidão, e Deus não estava tão distante de nós.
Que saudade da casa branca lá do sítio gavião, onde o suor e às lágrimas dos meus pais ainda eu encontro lá.
Entre tristezas e sofrimentos, ali fomos tudo e nada, mas vivemos, e isso foi como um pirulito premiado, na feira livre do Mutirão. 
Se é que vocês me entendem.